morte como ela é
Ana Beatriz Magno
Correio Braziliense 23 de julho de 2006
...1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15. Uma brasileira acaba de levar uma bofetada. A cada 15 segundos uma cidadã apanha no Brasil. A cada duas horas uma brasiliense registra queixa de agressão
O corpo feminino é escravo do tempo. Sangra a cada 28 dias. Leva nove meses para colocar pessoas no mundo. Apanha a cada 15 segundos no Brasil e morre a cada 48 horas no Distrito Federal. Só nas duas últimas semanas, sete mulheres foram assassinadas no DF. Significa um homicídio a cada dois dias. Todas as mortas tinham menos de 40 anos de idade e três já eram mães quando pararam de respirar. Somadas, deixaram cinco crianças órfãs. Nenhuma com mais de sete anos.
Documentos do Ministério da Saúde mostram que o ritmo da brutalidade está crescendo em todo o país, e particularmente no DF. Só em 2005 os hospitais do Sistema Único de Saúde socorreram 8.464 mulheres agredidas em todo o Brasil, 30% a mais do que os atendimentos registrados em 2000. No DF o aumento foi ainda maior: 65% em apenas cinco anos. Pulou de 129 para 213 meninas, moças e senhoras dilaceradas por socos, pontapés, tiros e facadas nas emergências brasilienses. São feridas eternas na alma e às vezes incuráveis na carne.
No ano passado, mais de 7% das vítimas internadas não resistiram à gravidade dos ferimentos, o que colocou Brasília numa triste posição no ranking nacional da covardia. O Distrito Federal teve a terceira pior taxa de mortalidade hospitalar feminina por agressões. Ficou na frente apenas do Mato Grosso e do Maranhão.
Os especialistas mostram que a morte não chega da noite para o dia e que o primeiro tapa não costuma ser o último. “Isso é um ciclo. Um ciclo mortal. Quando a mulher não morre, um pedaço dela morre em cada surra”, analisa o psiquiatra Augusto César de Farias Costa, 53 anos, vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria Cultural. “Nossa cultura é machista, o homem se sente dono do corpo da mulher, mas isso não é suficiente para entender o que está se passando”.
Os crimes de 2006 preocupam as autoridades e especialistas por três razões. Primeiro, porque apontam uma tendência de crescimento na barbárie. Segundo, pela traumática herança deixada para os filhos. Terceiro pelo perfil dos homicídios. Só em 2006, seis homens esfacelaram o corpo de companheiras com quem partilharam lençóis e depois se mataram.
“O cenário realmente está pior”, reconhece a delegada Jane Barbosa, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher. “Minhas noites têm sido infernais. A gente ouve uma mulher a cada duas horas. Em 95% dos casos, ela denuncia o marido, o companheiro ou o ex. Mais da metade dos registros são de ameaças. Ameaças de morte e de espancamento. Depois essa mulher volta para a mesma casa do agressor. Nunca sei se no dia seguinte, ele vai concretizar a ameaça e ela vai aparecer morta”.
4.600 mulheres do DF registraram ocorrências de agressões em 2005
Para amenizar a angústia da policial, a filósofa Marilena Chauí, uma das maiores estudiosas brasileiras das diferenças de gênero ensina uma boa receita. “Precisamos mergulhar na morte para entendê-la sem fingimentos tanto do ponto de vista da vítima quanto do criminoso”, alerta a filósofa em seu livro, A Repressão Sexual.
Paola Amanda Lima, 19 anos, adora ler, mas não conseguiu guardar a carta de despedida do pai. “Eu queimei. Ele pedia desculpas por ter matado minha madrasta e se matado depois. Me senti um lixo. Fiquei com muita raiva. Eu senti que eu não valia nada para ele. Se a gente, eu e meus dois irmãos, significássemos alguma coisa para o meu pai, ele não teria feito isso. Agora, estamos todos divididos. Um irmão em cada lugar, minha avó chorando pelos cantos”, desabafa, Paula Amanda Lima, 19 anos, filha de José Roberto Nascimento Lima, sargento da Polícia Militar que, em agosto de 2005 , disparou sete tiros no corpo da esposa e se matou com um bala no peito. “Minha madrasta também tinha um filho de 16 anos. Ele também está sofrendo muito”.
A psicologia diz que não há dor maior para crianças e adolescentes do que testemunhar a morte dos pais. No dia 13 de julho, um menino de seis anos e outro de quatro, viram a família acabar. Silviane Guerra de Carvalho, morreu com dois tiros no rosto disparados pelo homem que lhe engravidou duas vezes Rubismar Fernandes Calista não fugiu nem esperou a polícia chegar. Se matou com um tiro no queixo. Os dois meninos perderam o colo da mãe e ganharam a lembrança de um pai covarde. “Isso é uma tragédia para o crescimento saudável. A família e o Estado precisam encontrar um jeito de aliviar a orfandade que essas crianças sofrerão”, explica o pediatra Valdi Craveiro Bezerra, especialista no tratamento de adolescentes.
Para a polícia, a morte de Silvane e o suicídio de José carregam o desgastado rótulo de crimes passionais. Os dois assassinos não aceitavam a rotina de divorciados. “Esse homem que mata e se mata não tem nenhuma ligação com os filhos. A relação dele é toda intermediada pela mulher. Ele é um frustrado pessoalmente, se sente impotente diante das perdas, e culturalmente ainda está impregnado dos mandamentos machistas. Sente-se o dono do corpo da mulher”, analisa o psiquiatra Augusto César.
O Brasil não está sozinho. 600 européias morrem espancadas por ano
A doença do ciúmes não ataca só casais. Por vezes, ela vem travestida do pior dos monstros, o abuso sexual ou o desejo de padrastos, pais e parentes por filhas, enteadas e irmãs. Foi assim com a família de Martinha Farias Resende, do Paranoá. Seu marido não suportou a notícia de que a enteada caçula estava namorando com um rapaz. Desandou a brigar com a mulher. Avisou que iria matá-las. “Minha mãe nunca acreditou. Até que numa manhã, ela estava fazendo angu. Ele acertou cinco tiros no corpo dela, matou minha irmã e depois se suicidou. Acabou com toda a nossa vida e nem teve coragem de assumir os erros.”, conta Alessandra Resende, de 22 anos, primogênita de Martinha. “E isso aconteceu há dois anos. Mas parece que foi ontem. Tudo aqui me lembra sangue. Nem parece uma família”.
A paixão não mata. Isso é doença. “E temos que encontrar um remédio para combatê-la. Acho que o melhor medicamento é a prevenção. Raramente uma tragédia dessas acontece de uma hora para a outra. Ao primeiro sinal de agressividade do marido, a mulher deve pedir ajuda. É a melhor forma dela proteger a família inteira. Inclusive o casamento. Hoje já temos tratamento para os próprios agressores”, resume a advogada Suely Vitorino de Carvalho, do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal, órgão ligado à Secretaria de Assistência Social e que presta atendimento jurídico a 72 vítimas da violência doméstica. “Acho que uma das causas desse aumento de agressões é a certeza de impunidade. A legislação brasileira ainda tem muitas falhas.”
29% das brasileiras já sofreram violência física dentro de casa
Os dados são de pesquisa da Organização Mundial de Saúde e mostram uma brasileira ainda conformada com as agressões. A lei ajuda a esse clima de passividade. Não há ainda uma legislação específica sobre o tema, e os casos acabam incluídos na Lei 9.099 que trata dos crimes chamados de “menor potencial ofensivo”. Significa, na prática, que se alguém ameaça a namorada de morte, aponta-lhe uma faca, e surra-lhe o corpo, não ficará na cadeia. Pagará, no máximo, cestas básicas, como aconteceu com o ator Kadu Moliterno que, em março desse ano, esmurrou a mãe de seus filhos e teve como castigo determinado pela Justiça, o pagamento de cestas básicas.
Mas, pelo menos no mundo das leis, há alguma esperança. No mês passado, o Senado aprovou uma projeto de lei do governo federal que aumenta as penas para os agressores e tipifica a violência doméstica como crime. Segundo a Secretaria Especial dos Direitos da Mulher, o presidente Lula deve sancionar o projeto nos primeiros 15 dias de agosto. “A nova lei vai ajudar muito no trabalho da polícia”, explica a delegada Selma Carmona, 42 anos, há sete na Delegada de Proteção à Criança e ao Adolescente do Distrito Federal.
Entregar o agressor é um ato de coragem. Em quase 97% dos casos quem espanca de dia é quem beija de noite. É o pai dos filhos, é o ex, o enciumado que não suporta a felicidade da mulher. “Meu marido não me batia. Mas passou a me espancar depois que eu arrumei um emprego legal. Aí era uma surra por semana. Há três meses, ele quebrou meu braço e eu vim morar com a minha mãe. Mas agora chega ”, conta M.A, 37 anos, irmã de um dos rostos que emolduram estas páginas e que sangraram até a morte nos últimos três anos.
Só em 2005, 89 moradores do Distrito Federal choraram o assassinato da mulher que os colocou no mundo. Levantamento do Correio Braziliense nos 12 cartórios do Distrito Federal, revela o retrato da orfandade na capital do Brasil. Mais de 50% dos órfãos gerados por homicídios, tinham menos de 16 anos quando enterraram suas mães. Nenhum deles morava no Plano Piloto. Mais de 80% conhecia o algoz. Era seu enteado ou seu filho.
1. Nathalia Santos, 2 meses, órfã de mãe, vítima de faca, aos 34 anos, em Sobradinho
2. Bruno Barros, 26 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 51 anos, na Octogonal
3. Vanderson Silva, 9 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 26 anos, no Gama
4. Vanilson Silva, 2 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 26 anos, no Gama
5. Vancleison Silva, 1 ano, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 26 anos, no Gama
6. Gabriel Souza, 2 anos, órfão de mãe, vítima de tiro , aos 27 anos, em Planaltina
7. Iorrana Souza, 11 meses, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 27 anos, em Planaltina
8. Iasmim Sousa, 8 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 27 anos, em Planaltina
9. Flávia Rocha, 8 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 25 anos, em Planaltina
10. Thatyele Rocha, 7 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 25 anos, em Planaltina
11. Giovanna Rocha, 4 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 25 anos, em Planaltina
12. Ryan Gabriel Rocha, 1 ano, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 25 anos, em Planaltina
13. Yuri Silva, 3 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 20 anos, em Samambaia
14. Natalia Yashim Silva, 1 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 20 anos, em Samambaia
15. Andrew Moraes, 16 anos, órfão de mãe, vítima de tiro na Ceilândia
16. Leandro Hideki Iki, órfão de pai e mãe, vítima de pauladas e facadas, no Núcleo Bandeirante
17. Paulo Santos, 16 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 41 anos em Águas Claras
18. Isabella Santos, 12 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 41 anos em Águas Claras
19. Lilia Oliveira, órfã de mãe, envenenada, aos 59 anos em Águas Claras
20. Milton Oliveira, órfã de mãe, envenenada, aos 59 anos, Águas Claras
21. Silvia Oliveira, órfã de mãe, envenenada, aos 59 anos, em Águas Claras
22. Gilda Oliveira, órfã de mãe, envenenada, aos 59 anos, em Águas Claras
23. Filipe Rodrigues, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 31 anos, em Samambaia
24. Calebe Rodrigues, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 31 anos, em Samambaia
25. Hamilton Andrade, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 54 anos, em Ceilândia
26. Ailton Andrade, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 54 anos, em Ceilândia
27. Clemilton Andrade, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 54 anos, em Ceilândia
28. Janaina Abreu, , órfã de mãe, vítima de enforcamento, aos 29 anos, em S. Sebastião
29. Joel dos Santos, 13 anos, órfão de mãe, vítima de facada, aos 30 anos, em Planaltina
30. Joelson dos Santos, 11 anos, órfão de mãe, vítima de facada, aos 30 anos, em Planaltina
31. Berenice dos Santos, 9 anos, órfão de mãe, vítima de facada, aos 30 anos, em Planaltina
32. Lorrany Cristina Souza, 11 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 27 anos, em Samambaia
33. Lucas Souza, 6 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 27 anos, em Samambaia
34. Leonardo Souza, 7 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 27 anos, em Samambaia
35. Luana Cristina Souza, 8 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 27 anos, em Samambaia
36. Graciela Gomes, 24 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 46 anos, no Riacho Fundo I
37. Gabriela Gomes, 23 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 46 anos, no Riacho Fundo I
38. Daniela Gomes, 20 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 46 anos, no Riacho Fundo I
39. Wesley Gomes, 22 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 46 anos, no Riacho Fundo I
40. Manoela Gomes, 19 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 46 anos, no Riacho Fundo I
41. Weverton Januário, 22 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 38 anos, em São Sebastião
42. Joice Januário, 20 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 38 anos, em São Sebastião
43. Wellington Januário, 14 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 38 anos, em São Sebastião
44. Mariana Lucena, órfã de mãe, vítima de tiro, 21 anos, no Guará
45. Ingrid Vitório Pinheiro Meira, 1 ano, órfã de mãe, esfaqueada, aos 20 anos, no Recanto das Emas
46. Henrique Sales, 32 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 45 anos, na Ceilândia
47. Altair Albernaz, 30 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 45 anos, na Ceilândia
48. Aldo Albernaz, 27 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 45 anos, na Ceilândia
49. Alan Albernaz, 25 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 45 anos, na Ceilândia
50. Deniz Albernaz, 21 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 45 anos, na Ceilândia
51. Vanessa de Araújo, 25 anos, órfã de mãe, vítima de ?????, Cruzeiro
52. Maria Bezerra, 54, órfã de mãe, vítima de asfixia, aos 82 anos, na Ceilândia
53. Josefa Bezerra, 52 , órfã de mãe, vítima de asfixia, aos 82 anos, na Ceilândia
54. Geraldo Bezerra, 65 , órfã de mãe, vítima de asfixia, aos 82 anos, na Ceilândia
55. Antenor Bezerra, 58 , órfã de mãe, vítima de asfixia, aos 82 anos, na Ceilândia
56. Marlene Bezerra, 35 , órfã de mãe, vítima de asfixia, aos 82 anos, na Ceilândia
57. Francisco de Assis Souza, 48 , órfã de mãe, vítima de asfixia, aos 82 anos, na Ceilândia
58. Priscilla Santos, 14 anos, órfão de mãe, vítima de facadas, aos 38 anos, na Estrutural
59. Camila Mascarenha Leite, menor, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 31 anos, no Plano Piloto
60. Ana Beatriz Silva, 3 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 20 anos, em Ceilândia
61. Herik Silva, 2 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 20 anos, em Ceilândia
62. Letícia Silva, 6 meses, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 20 anos, em Ceilândia
63. Hélio Oliveira, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 52 anos, na Ceilândia
64. Edvan Oliveira, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 52 anos, na Ceilândia
65. José Carlos Oliveira, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 52 anos, na Ceilândia
66. Ieslei Oliveira, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 52 anos, na Ceilândia
67. Anildo Castro, órfã de mãe, vítima de asfixia, aos 57 anos, na Candangolândia
68. Ildani Castro, órfã de mãe, vítima de asfixia, aos 57 anos, na Candangolândia
69. Elivanete Castro, órfã de mãe, vítima de asfixia, aos 57 anos, na Candangolândia
70. Shirley Mara Gonçalves, órfã de mãe, vítima de espancamento, aos 55 anos, em Taguatinga
71. Eduardo da Silva Gonçalves, órfão de mãe, vítima de espancamento, aos 55 anos, em Taguatinga
72. Elan Piter Gonçalves, 22 anos, órfão de mãe, vítima de espancamento, aos 55 anos, em Taguatinga
73. Ketlen Sampaio, 7 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 29 anos, no Novo Gama
74. Keliane Sampaio, 5 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 29 anos, no Novo Gama
75. Kleiciane Sampaio, 3 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 29 anos, no Novo Gama
76. Micaele Souza, menor, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 23 anos, na Ceilândia
77. André Barbosa, órfão de mãe, espancada, aos 44 anos em Samambaia
78. Ricardo Barbosa, órfão de mãe, espacanda, aos 44 anos, em Samambaia
79. Suelen Barbosa, órfão de mãe, espancada, aos 44 anos, em Samambaia
80. Jonantan de Sousa Levino, 7 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 32 anos, na Ceilândia
81. Marilia de Sousa Levino, 9 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 32 anos, na Ceilândia
82. Mayara de Sousa Levino, 13 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 32 anos, na Ceilândia
83. Vitor Henrique Pereira dos Santos, 6 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, no Recanto das Emas
84. Elen Pereira, 4 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, no Recanto das Emas
85. Stephany Eduarda Miranda, 3 anos, órfã de mãe, espancada e asfixiada, aos 26 anos, em Ceilândia
86. Igor Resende, 10 anos, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 26 anos, em Vicente Pires
87. Aline Resende, 1 ano, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 26 anos, em Vicente Pires
88. Nayane Rosa da Silva, 5 anos, órfã de mãe, vítima de tiro, aos 28 anos, no Paranoá
89. Carlos Henrique Rosa da Silva, 1 ano, órfão de mãe, vítima de tiro, aos 28 anos, no Paranoá