|
|
Guimarães
Rosa |
|
Fiquei, longamente, a ler, no frio da tarde quieta, uma crônica do tempo merovíngio, dos monges da Abadia de Cluny. E um rádio gritante trouxe, pela janela, todo o banzo e o azougue de um samba sensual: vôo de cantáridas tontas no hálito de incenso de uma nave, fenestrada de ogivas e ventanas e toda colorida de vitrais... E no vago torpor do meu subsonho, na pasta de sol frio do rebordo E era tão bela a sua idéia
de ouro, E então, febril, E mil diabinhos crepitaram nas chamas, |
|